
Maceió está entrando em colapso. No último dia 29 a capital de Alagoas decretou situação de emergência após o solo em partes da cidade começar a ceder. A causa da tragédia apontada pelas autoridades é uma falha na mineração de sal-gema da Braskem que ocorre na região, mas o que exatamente é esse material?
Ao contrário do sal marinho, que usamos na cozinha, o sal-gema é utilizado pela indústria química. O material é uma rocha sedimentar formada pela evaporação de antigas massas de água salgada. Os depósitos extraídos por meio da mineração têm várias aplicações. O produzido em Maceió é utilizado principalmente para a fabricação de plástico PVC.
Além disso, o composto também pode ser usado na cozinha, por exemplo o sal rosa do Himalaia, conhecido por sua coloração, é sal-gema. O material está presente ainda na soda cáustica, na indústria farmacêutica e na produção de papel.
Em Maceió, a mineração começou em 1976, pela Salgema Indústrias Químicas que foi estatizada e privatizada novamente anos depois, antes de se fundir com outras companhias e se tornar a Braskem.
De acordo com as autoridades, a camada de sal pode estar a mais de mil metros de profundidade. Para que seja possível dissolver o sal-gema para extraí-lo como salmoura é preciso utilizar água vinda da superfície. Depois desse processo, o solo precisa ser preenchido ainda com uma outra solução para se manter estável.
Mas em Maceió as coisas não ocorreram como o esperado e houve um vazamento desse líquido, que deixou buracos na camada de sal e ocasionou rachaduras. Desde 2018 algumas partes da capital alagoana vem sendo esvaziadas, mas este ano a situação se agravou.
Entre para comentar.