
A Electra divulgou um conceito de aeronave híbrida que antecipa como pode ser o avião comercial de 2050, combinando eletrificação, aerodinâmica avançada e integração entre estrutura e propulsão para aumentar a eficiência e reduzir emissões em aeronaves com mais de 100 passageiros.
O projeto foi desenvolvido no âmbito do programa Advanced Aircraft Concepts for Environmental Sustainability (AACES) 2050, da NASA, e busca ir além da simples adaptação de motores elétricos a uma fuselagem convencional movida por propulsão tradicional.
A proposta da empresa é explorar uma arquitetura em que a própria aeronave e o sistema de propulsão trabalhem de forma mais integrada, sem perder compatibilidade com a infraestrutura aeroportuária já existente.
À primeira vista, a solução pode parecer contraintuitiva: usar os motores a jato para alimentar ventiladores elétricos, em vez de produzir empuxo diretamente, implica aceitar perdas na conversão de energia.
Mas, segundo a lógica aerodinâmica do projeto, a configuração aproveita a camada-limite de ar que se forma sobre a fuselagem. Os motores ficam suspensos em pylons sob as asas, em posição afastada do fluxo de ar, para ingerir ar limpo e uniforme. Já na fuselagem, a camada de ar mais lenta se acumula e, em um avião convencional, acabaria se transformando em esteira turbulenta e dissipando energia.
No conceito da AACES 2050, os ventiladores posicionados na traseira ingerem esse ar de baixa energia antes que ele se desprenda da fuselagem e forme uma esteira separada. Ao reenergizar o fluxo, o sistema reduz o arrasto e recupera energia que seria perdida na turbulência atrás da aeronave.
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