
Recentemente, um estudo revelou que o Sol é menor do que se pensava (confira mais sobre o assunto clicando aqui). Mas como os pesquisadores são capazes de medir o tamanho da estrela central do Sistema Solar?
Utilizando o Michelson Doppler Imager (MDI) no Observatório Heliosférico Solar (Soho), operado conjuntamente pela Nasa e pela Agência Espacial Europeia (ESA), os cientistas aplicaram a astrosismologia ao Sol. Este método investiga o interior solar por meio da análise de ondas acústicas, uma disciplina conhecida como heliosismologia.
Ao rastrear as oscilações solares, literalmente as vibrações que atravessam todo o Sol, eles conseguiram estimar seu tamanho com mais precisão. Embora a diferença de resultados não seja gigantesca, a descoberta pode ter um impacto significativo na nossa compreensão do Sol e dos seus efeitos na Terra.
O Sol é fundamental para a vida no nosso planeta, fornecendo luz e calor, mas é também uma fonte de tempestades magnéticas, que podem afetar gravemente as telecomunicações terrestres. Uma medição incorreta do raio solar pode levar a conclusões erradas sobre a dinâmica e as camadas do Sol, o que poderia ter consequências importantes para a nossa preparação contra tempestades solares potencialmente prejudiciais.
Os novos dados permitirão aos cientistas reinterpretar a inversão da velocidade do som no Sol, sugerindo que as camadas solares e a fotosfera podem não corresponder exatamente ao atual modelo padrão.
Alessandro Di Lorenzo é editor do Olhar Digital e formado em jornalismo pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).
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