
Recentemente, um motorista de 44 anos foi acusado de homicídio culposo após um acidente em Katy, no Texas, que resultou na morte de uma mulher de 76 anos. O caso envolve um veículo da Tesla operando com o sistema de assistência à condução Full Self-Driving no momento da colisão.
Segundo promotores do condado de Harris, o condutor teria intervido no sistema automatizado ao pressionar o acelerador de forma intensa enquanto o carro trafegava em uma área residencial, elevando a velocidade para cerca de 73 mph antes do impacto.
A investigação também identificou pesquisas feitas pelo motorista semanas antes do acidente, nas quais ele questionava se o sistema de direção assistida estaria “pouco agressivo” em contextos urbanos, informação agora usada como parte do conjunto de provas do caso.
O episódio ocorreu em 19 de junho, quando o veículo operava com o sistema Full Self-Driving ativo durante uma atividade de entregas. De acordo com autoridades locais, o carro executava trajetos em um bairro residencial até que intervenções sucessivas no acelerador alterassem o comportamento da condução automatizada.
Dados levantados por investigadores indicam que o veículo ultrapassou o limite de velocidade da via e perdeu o controle ao atingir uma curva, avançando contra uma residência. A vítima, de 76 anos, morreu em decorrência do impacto.
O relatório da acusação aponta ainda que o motorista manteve o acelerador pressionado por vários segundos, sem acionamento do freio no momento final da trajetória. Não foram identificadas falhas mecânicas, nem sinais de problemas de saúde, uso de substâncias ou interferências externas no controle do veículo.
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