
Um estudo conduzido por pesquisadores da Universidade de Michigan, na área de engenharia mecânica, apresentou uma nova abordagem para o gerenciamento de baterias de veículos elétricos. O trabalho, publicado na revista Joule, foca em baterias de lítio com mistura de silício e grafite e busca prolongar sua vida útil por meio de ajustes térmicos dinâmicos.
A pesquisa indica que o sistema integrado ao próprio veículo consegue interpretar dados de carga que já são naturalmente coletados durante o uso. A partir dessas informações, ele identifica em quais momentos o silício dentro das células da bateria está mais exposto ao desgaste.
Com essa leitura, o sistema passa a agir de forma dinâmica, ajustando a temperatura da bateria conforme o comportamento dos materiais internos. Assim, ele aquece ou resfria o conjunto de acordo com o componente que está mais ativo, reduzindo o desgaste ao longo do tempo.
O projeto contou ainda com a colaboração da General Motors e da Imperial College London, além de financiamento da National Science Foundation, e indica a possibilidade de ampliar significativamente a durabilidade de baterias usadas em carros elétricos.
O estudo parte da constatação de que baterias modernas combinam grafite com silício, material capaz de armazenar cerca de dez vezes mais lítio. Apesar dessa vantagem, o silício apresenta maior fragilidade durante ciclos de carga e descarga.
Segundo a doutoranda Zhiwen Wan, responsável pela pesquisa, o avanço depende da integração entre material e controle operacional. Ela afirma que “materiais avançados de bateria só entregarão seu valor total se conseguirmos gerenciá-los de forma inteligente depois que forem incorporados a produtos reais”, explicou em entrevista ao jornal da Universidade de Michigan.
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