
Os motores dos carros elétricos dependem de uma peça invisível, mas estratégica: os ímãs feitos com terras raras. Uma startup da Índia quer mudar essa lógica com uma tecnologia que dispensa esses materiais e usa eletrônica e software para gerar o campo magnético.
Segundo o Indian Times, a Vimag Labs acaba de conquistar sua quinta patente indiana para o projeto, que tenta resolver um problema enfrentado por montadoras como Tesla, GM e outras empresas: reduzir a dependência da cadeia chinesa de terras raras.
A maioria dos veículos elétricos atuais utiliza motores síncronos de ímãs permanentes (PMSM). Neles, componentes feitos com terras raras ficam no rotor e ajudam a produzir o movimento necessário para o funcionamento do veículo.
A proposta da Vimag é diferente. O Motor Síncrono de Ímã Virtual (VMSM) elimina esses ímãs e usa eletrônica de potência e algoritmos de controle para criar e ajustar o campo magnético em tempo real.
A patente registrada pela empresa, chamada “Um Motor Síncrono Robusto Excitado por Transformador Rotativo e Seu Controle”, protege a arquitetura central do sistema.
A companhia afirma que o motor consegue alcançar desempenho igual ou superior aos modelos com ímãs permanentes, mas essa promessa ainda não foi comprovada de forma independente em escala industrial.
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