
O Homo sapiens e os neandertais conviveram por milhares de anos. Mas se engana quem acha que esse processo ocorreu e forma pacífica. Pelo contrário, as duas espécies irmãs travaram uma guerra que durou mais de 100 mil anos e terminou com a vitória dos nossos ancestrais.
O registro arqueológico confirma que as vidas neandertais eram tudo menos pacíficas. Os membros da espécie eram habilidosos caçadores de caça e usavam lanças para derrubar veados, alces, bisontes, até rinocerontes e mamutes.
As mesmas armas poderiam ser utilizadas para defender famílias e terras. E foi o que aconteceu. Evidências apontam o uso de espécies de tacos que eram eficientes para matar. Por isso o Homo sapiens pré-histórico frequentemente apresenta traumas no crânio. Uma prova da disputa com os neandertais.
Outro sinal de guerra é a fratura parry, uma quebra na parte inferior do braço causada por desferir golpes. Os neandertais também mostram muitos braços quebrados. Pelo menos um neandertal, da caverna de Shanidar, no Iraque, foi empalado por uma lança no peito. O trauma foi especialmente comum em jovens neandertais do sexo masculino, assim como as mortes.
A principal evidência de que os neandertais não apenas lutaram, mas se destacaram na guerra, é que eles nos conheceram e não foram imediatamente invadidos. Em vez disso, por cerca de 100 mil anos, os neandertais resistiram à expansão humana moderna.
Segundo os pesquisadores, é extremamente improvável que os humanos modernos tenham conhecido os neandertais e decidido apenas viver e deixar viver. O crescimento populacional inevitavelmente força os seres humanos a adquirir mais terras, para garantir território suficiente para caçar e forragear alimentos para seus filhos.
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