Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 18 de dezembro de 2023 · 2 min de leitura ·

Inovador, “limpador de metano” remove até 88% do gás presente no ar

Inovador, "limpador de metano" remove até 88% do gás presente no ar

Um estudo publicado na revista “Environmental Research Letters” por pesquisadores da Universidade de Copenhague (UNPH) revelou uma técnica inovadora para eliminar metano de baixa concentração do ar usando luz e cloro.

O método representa um passo significativo para a remoção de gases de efeito estufa de fontes como a criação de gado, produção de biogás e estações de tratamento de águas residuais.

Matthew Stanley Johnson, professor de química atmosférica da UCPH que liderou a pesquisa, analisa que o desafio estava em tratar o metano proveniente de inúmeras fontes de baixa concentração.

Uma grande parte das nossas emissões de metano vem de milhões de fontes pontuais de baixa concentração, como celeiros de gado e suínos. Na prática, tem sido impossível concentrar o metano destas fontes em níveis mais elevados ou removê-lo. Mas nosso novo resultado prova que isso é possível usando a câmara de reação que construímos.

Como explicam os pesquisadores, o metano pode ser queimado no ar se a sua concentração passar de 4%. Porém, as emissões causadas por humanos são inferiores a 0,1% e, dessa forma, não conseguem ser queimadas.

A solução encontrada para esse problema foi a criação de uma câmara de reação que consegue eliminar até 88% do metano presente no ar. Este sistema, conhecido como Sistema Fotoquímico de Erradicação do Metano (MEPS), funciona introduzindo moléculas de cloro e iluminando-as com luz ultravioleta, provocando uma reação que decompõe o metano em dióxido de carbono, monóxido de carbono e hidrogênio.

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