
Já imaginou ir dormir sob um frio congelante de -180 °C e acordar pela manhã sob um escaldante calor de mais de 400 °C? Em alguns planetas do sistema solar essa é a rotina, a temperatura média nos oito planetas que orbitam o nosso sol depende de diversos fatores, que vão desde a distância para o Sol até a composição de sua atmosfera.
Quanto mais próximo do Sol, maior é a energia recebida pelo corpo celeste, levando a temperaturas mais elevadas. Porém, a densidade de sua atmosfera também é importante, pois é responsável por manter esse calor.
Os gases atmosféricos também exercem a função de regulação térmica. Dióxido de carbono e vapor de água agem como vidros de uma estufa, retendo o calor recebido pela radiação solar. Por isso é dado o nome de Efeito Estufa a esse fenômeno. Em contraste, planetas com composições diferentes de atmosfera apresentam amplas variações de temperatura durante o dia e a noite.
As características geológicas, como presença de oceanos, lagos e desertos também influenciam a distribuição e a absorção do calor em um planeta. Superfícies com maior capacidade de refletir a luz solar, como polos congelados, geleiras e topo de montanhas tendem a ser mais frias. Já áreas com maior potencial de absorção de calor como florestas úmidas e desertos podem atingir altas temperaturas.
Sendo assim vamos descobrir as temperaturas de cada um dos planetas do nosso sistema solar?
Urano, nosso sétimo planeta, é outro gigante gasoso. Com temperaturas absurdamente baixas, aproximando-se de – 224 °C. Sua atmosfera espessa (composta de cristais de água congelada, amônia e metano) reflete boa parte da pouca radiação solar que chega ao planeta, e a distância do Sol só contribui para que essas condições extremas se mantenham.
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