Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 29 de dezembro de 2023 · 2 min de leitura ·

Nova estratégia para encontrar vida em exoplanetas anima cientistas

Nova estratégia para encontrar vida em exoplanetas anima cientistas

Cientistas do Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) e da Universidade de Birmingham (UB) buscaram novos meios de identificar mundos habitáveis com a tecnologia atual. Nesse trabalho, publicado quinta-feira (28) na revista Nature, eles focaram nos níveis de dióxido de carbono e ozônio na atmosfera de exoplanetas (planetas fora do nosso Sistema Solar) ao nível de permitir a existência de vida.

Enquanto o aumento de dióxido de carbono na Terra é uma preocupação devido ao aquecimento global, é importante notar que nosso planeta possui uma quantidade relativamente pequena do composto em comparação com planetas inabitáveis como Vênus e Marte. Isso se deve, em grande parte, à capacidade dos oceanos terrestres de absorver CO2.

Nesse sentido, a estratégia da equipe propõe utilizar o Sistema Solar como modelo para buscar exoplanetas em zonas onde possa haver água líquida, prestando atenção particular nos mundos que têm níveis mais baixos de CO2. O que indicaria grandes corpos de água que absorvem o gás.

O Telescópio Espacial James Webb, que já demonstrou sua capacidade de medir CO2 em corpos celestes como a lua Europa de Júpiter, é uma ferramenta chave neste método. Julien de Wit, professor assistente de ciências planetárias no MIT, aponta que, embora a busca por planetas habitáveis e vida extraterrestre tenha sido desafiadora, esse método de detecção de água líquida em outros planetas é um avanço que pode ser concretizado nos próximos anos.

A presença de água líquida não, necessariamente, garante a existência de vida em exoplanetas. Mas os cientistas têm um plano adicional para procurar sinais importantes nesse sentido.

Eles observam que, na Terra, a vida absorve CO2 e libera oxigênio, que pode se transformar em ozônio sob a ação solar. O ozônio, assim como o CO2, deixa uma assinatura detectável pelo Telescópio James Webb. Portanto, encontrar um planeta com baixos níveis de CO2 e altos níveis de ozônio na zona habitável pode indicar um planeta vibrante com vida.

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