
Na natureza, plantas convertem dióxido de carbono (CO2) do ar em energia. No Instituto Max Planck, da Alemanha, cientistas desenvolvem uma via sintética capaz de capturar gás carbônico de forma mais eficiente. E ainda acham um jeito de implementá-la em bactérias vivas.
Por meio desse caminho, chamado de ciclo THETA pelos cientistas, se cria acetyl-CoA. Essa molécula é uma espécie de tijolinho e pode ajudar a produzir biocombustíveis e outros produtos de maneira sustentável.
As plantas são famosas por converterem gás carbônico em energia para alimentar seu crescimento. Com excesso de CO2 na atmosfera, não surpreende que os cientistas recorrem a esse processo para ajudar a controlar os níveis, enquanto produzem combustíveis e outras moléculas úteis.
O ciclo THETA usa 17 biocatalisadores para produzir a molécula chamada acetyl-CoA. Além de importante para biocombustíveis, esse tijolinho pode ser a chave para uma variedade de outros materiais e produtos farmacêuticos.
Essa via sintética é construída em torno das duas enzimas de fixação de CO2: crotonil-CoA carboxilase/reductase e fosfoenolpiruvato carboxilase. Ambas isoladas de bactérias.
Embora cada uma delas seja mais de dez vezes mais rápida na captura de gás carbônico do que a enzima primária que as plantas usam, a evolução parece não tê-las naturalmente emparelhado ainda. Então, os cientistas o fizeram.
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