Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 12 de janeiro de 2024 · 2 min de leitura ·

Mistério de planalto gigante no oceano tem parte desvendada

Mistério de planalto gigante no oceano tem parte desvendada

A “superestrutura” apelidada de Planalto da Fronteira Melanésia, no Oceano Pacífico a leste das Ilhas Salomão, tem intrigado cientistas. Agora, pesquisadores podem ter descoberto como ela se formou durante o Cretáceo, período marcado por pulsos de ação vulcânica.

O planalto, que até então acreditava-se ter se formado há 100 milhões de anos, é de rocha ígnea, se estende por 320 quilômetros e cresce até hoje. O artigo que desvenda parte desse mistério foi publicado na revista científica Earth and Planetary Science Letters.

A pesquisa sugere que o planalto foi o resultado de não apenas um, mas “quatro episódios distintos” de vulcanismo. Isso o torna marcadamente diferente de outras estruturas deste tipo, resultado de apenas um episódio.

Os efeitos desses episódios sobre o planeta podem ser devastadores. Para você ter uma ideia, alguns até foram associados a mudanças climáticas drásticas, que desencadearam eventos de extinção em massa.

No caso das camadas de rocha ígnea do Planalto da Fronteira Melanésia, elas parecem ter sido construídas ao longo de períodos prolongados. “Quando separamos amostras detalhadas dessas características, percebemos que elas são construídas por meio de vários pulsos ao longo de dezenas de milhões de anos e não teriam impactos ambientais significativos”, disse o autor principal e geocientista da Universidade de Nevada, Kevin Konrad, ao Live Science.

Ao estudar a química das rochas retiradas da área ao longo da última década, Konrad e seus colegas concluíram que o planalto se formou pela primeira vez há cerca de 120 milhões de anos. Ao longo do tempo, passou por várias mudanças à medida que se deslocava sobre pontos quentes no manto da Terra. Este processo formou cadeias de ilhas subaquáticas.

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