
Cientistas podem estar mais próximos de desvendar um mistério que perdura desde 1948: a discrepância no momento magnético do múon. Um estudo recente, liderado pelo físico Diogo Boito, aponta para possíveis soluções dessa questão na física de partículas.
O problema envolve a diferença entre o valor teórico e experimental do momento magnético do múon e pode indicar que a partícula está interagindo com outra de matéria escura, bósons de Higgs ou até mesmo uma força ainda desconhecida pela física.
A pesquisa, publicada pela revista Physical Review Letters, indica que a origem das discrepâncias está entre dois métodos utilizados para prever valor teórico de múon.
O momento magnético do múon é uma medida que quantifica como essa partícula, uma espécie de “primo” mais pesado do elétron, interage com campos magnéticos, como os produzidos por um ímã.
A grandeza é fundamental na física de partículas e é prevista teoricamente pela equação de Dirac – formulada pelo físico inglês Paul Dirac – como sendo igual a 2, representada pela letra “g”. No entanto, experimentos realizados em aceleradores de partículas revelam uma pequena diferença nesse valor, o que intriga os cientistas.
Segundo Diogo Boito, professor do Instituto de Física de São Carlos da Universidade de São Paulo (IFSC-USP), a solução do problema pode levar a grandes descobertas no campo:
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