Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 16 de janeiro de 2024 · 2 min de leitura ·

Busca por vida extraterrestre inteligente está sendo ampliada; entenda

Busca por vida extraterrestre inteligente está sendo ampliada; entenda

O programa de Busca por Inteligência Extraterrestre (SETI, na sigla em inglês) recebeu uma expansão. Pela primeira vez, a humanidade está começando a coletar uma amostra substancial do universo em sinais de rádio, graças aos avanços nos equipamentos de detecção. O estudo a respeito desse tema pode ser acessado no Astronomical Journal.

Freando as expectativas dos mais curiosos, nenhuma das varreduras revelou evidências de civilizações alienígenas. No entanto, radioastrônomos enfatizam que isso não prova que não exista vida extraterrestre para ser descoberta. Uma analogia comumente usada é alguém que pega um único balde de água do oceano, não encontra nenhum peixe nele e, portanto, conclui que os peixes não existem.

A amostragem histórica ainda é pequena. Se os alienígenas estivessem em uma distância cósmica relativamente próxima, enviando tantos sinais de rádio e TV quanto nós, é muito improvável que os tivéssemos detectado — mesmo que eles estivessem fazendo isso por tempo suficiente para que os sinais chegassem à Terra.

Um novo balde, agora muito maior, é o que pode mudar isso. O Comensal Open-Source Multimode Interferometer Cluster (COSMIC) coleta amostras de maneira mais ampla, algo que não era possível antes.

Sinais de rádio extraterrestres podem ser procurados através da varredura de amplas áreas do céu ou identificando o que são considerados sinais promissores. No entanto, com a tecnologia que existe até o momento, nenhuma das varreduras havia sido muito satisfatória.

Pesquisas amplas só conseguiram detectar sinais muito poderosos — do tipo que poderíamos obter se os alienígenas nos enviassem mensagens deliberadas diretamente na frequência certa, mas não o vazamento da sua conversa geral.

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