
Um estudo americano revela uma nova descoberta sobre a história de Marte. Alexander Morgan, do Planetary Science Institute, utilizou crateras de impacto como uma espécie de “livro de registro” cósmico. Assim, ele estabeleceu limites máximos para o período durante o qual os vales marcianos foram esculpidos por água corrente, apontando para uma incrível intermitência de fluxo ao longo de centenas de milhões de anos.
Enquanto Marte hoje se assemelha a um deserto global, a superfície do planeta preserva evidências marcantes de um passado molhado, incluindo redes de vales que sugerem a presença de rios.
O estudo, intitulado “New maximum constraints on the era of Martian valley network formation” (Novas restrições máximas sobre a era de formação da rede de vales marcianos, em tradução livre), publicado no periódico Earth and Planetary Science Letters, representa um avanço significativo na compreensão da habitabilidade precoce de Marte.
Ana Figueiredo é editora de tecnologia do Olhar Digital. É formada em Jornalismo pela Universidade Federal de Uberlândia (UFU).
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