
Ao analisar dados do Telescópio Espacial James Webb (JWST), da NASA, cientistas descobriram o buraco negro mais antigo já observado, localizado nos primórdios do Universo.
Um artigo publicado nesta quarta-feira (17) na revista Nature descreve os resultados da pesqusa, feita por uma equipe internacional liderada pela Universidade de Cambridge, no Reino Unido, que revelou esse monstro cósmico que, segundo o estudo, está “devorando” sua galáxia hospedeira até a morte.
Datado de apenas 400 milhões de anos após o Big Bang e com massa de alguns milhões de vezes a do nosso Sol, ele desafia as ideias convencionais sobre como esses fenômenos se formam e crescem.
James Webb Space Telescope discovers oldest and most distant black hole ever seen. It is called GN-z11. The discovery could be a massive step forward in understanding how supermassive black holes reached masses equivalent to millions of billions of times that of the sun. pic.twitter.com/m8kbLnYShP
Contradizendo a crença comum de que buracos negros supermassivos se desenvolvem ao longo de bilhões de anos, este recém-descoberto levanta a possibilidade de diferentes trajetórias de formação, como “nascerem grandes” ou consumirem matéria a uma taxa cinco vezes superior ao imaginado.
Segundo modelos conhecidos, buracos negros supermassivos originam-se do colapso de restos de estrelas mortas e chegam a aproximadamente cem vezes a massa do Sol. Portanto, se seguisse esse padrão, o objeto recém-detectado levaria cerca de um bilhão de anos para crescer até seu tamanho observado. No entanto, como dito, o Universo não tinha nem meio bilhão de anos quando ele foi detectado.
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