
A Agência Espacial Japonesa (JAXA) divulgou, na noite de quarta-feira (24), uma imagem inédita do solo lunar, capturada pela sonda não-tripulada SLIM. Mas a imagem não mostra apenas a superfície do satélite natural. A foto também revela que a sonda pousou na Lua de cabeça para baixo na sexta-feira (19). A nave fotografou e transmitiu dados, que ainda estão sob análise, por meio de um robô ejetável.
O Smart Lander for Investigating Moon (SLIM) pousou a 100 metros de seu alvo estipulado, superando a precisão dos pousos convencionais – nos quais a margem geralmente é de quilômetros. Mas, segundo a agência, ocorreu uma anomalia no motor principal, o que afetou a orientação do pouso a 50 metros da superfície lunar. A alta precisão da missão japonesa permite explorações de regiões desconhecidas na Lua.
A JAXA recebeu todos os dados coletados pelo SLIM menos de três horas após o pouso. Depois, a sonda enfrentou problemas de energia porque painéis solares não geraram eletricidade da forma esperada, possivelmente devido ao posicionamento incorreto. Há expectativa de que uma mudança na direção da luz solar possa resolver o problema.
A sonda SLIM tem dimensões compactas: cerca de 1,7 metro de comprimento, 2,7 metros de largura e 2,4 metros de altura. Ao se aproximar da Lua, o módulo utilizou seus “olhos inteligentes” – sistema avançado que combina algoritmos, imagens e mapas pré-carregados – para determinar seu “alvo” na superfície da Lua. É um sistema crucial para pousar num terreno inclinado e repleto de obstáculos, como é o caso do solo lunar.
A missão inclui dois mini-robôs ejetáveis desenvolvidos em colaboração com a Sony: um veículo saltador do tamanho de um forno de micro-ondas e um rover do tamanho de uma bola de beisebol. Estes dispositivos são encarregados de capturar imagens do módulo e fornecer novas perspectivas da superfície da Lua.
Pedro Spadoni é jornalista formado pela Universidade Metodista de Piracicaba. Já escreveu para sites, revistas e jornal.
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