Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 26 de janeiro de 2024 · 2 min de leitura ·

James Webb flagra nascimento de enorme aglomerado de estrelas

James Webb flagra nascimento de enorme aglomerado de estrelas

A Agência Espacial Europeia (ESA) publicou uma imagem impressionante captada pelo telescópio espacial James Webb. Trata-se da nebulosa N79, um amplo complexo de formação estelar na Grande Nuvem de Magalhães, uma galáxia satélite da Via Láctea.

Regiões como a N79, ricas em gás e poeira, são de interesse dos astrônomos uma vez que a composição química delas se assemelha àquelas observadas quando o Universo tinha bilhões de anos e a formação estelar estava no auge. Além disso, grande parte deste pedaço do espaço ainda não foi explorada pelos cientistas.

Ao contrário das zonas de formação estelar na Via Láctea, onde o Sistema Solar, incluindo a Terra, está localizado, a N79 gera estrelas em maior velocidade e possui uma composição química distinta.

A imagem divulgada mostra o que parecem ser estrelas com seis pontas, que se estendem pela área central de N79. Os astrônomos explicam que estas pontas são, na verdade, um efeito causado pela coleta de luz nos 18 segmentos hexagonais, que juntos, formam o espelho primário do Webb. Eles refletem a luz desejada na direção do espelho secundário, que fica acima do primário com a ajuda de três hates.

A foto foi tirada com o instrumento Mid-InfraRed Instrument (MIRI). Ele é sensível aos comprimentos de onda longos do infravermelho, que conseguem atravessar as nuvens densas de poeira ali. Dessa forma, foi possível registrar o que há no interior das partículas de N79. 

Alessandro Di Lorenzo é editor do Olhar Digital e formado em jornalismo pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).

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