Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 28 de janeiro de 2024 · 2 min de leitura ·

O que é uma conjunção planetária e qual sua importância para a ciência?

O que é uma conjunção planetária e qual sua importância para a ciência?

O Universo definitivamente não é um ambiente calmo, tudo que habita o nosso vasto espaço sideral está de fato em movimento. Na nossa vizinhança próxima, um evento chama a atenção de cientistas desde o início da Astronomia: a conjunção planetária.

O nosso Sistema Solar é composto pelo Sol e oito planetas que giram ao seu redor em uma trajetória chamada órbita. A órbita planetária é o caminho que um planeta percorre ao redor de uma estrela, essas trajetórias elípticas são determinadas pela interação entre a gravidade do planeta e a estrela.

Mas nem todos os planetas giram no mesmo sentido. Vênus, por exemplo, giram em sentido contrário em relação aos outros planetas do nosso Sistema Solar. Esse movimento é chamado movimento retrógrado.

Nessa imensidão de movimentos e órbitas, a conjunção ocorre quando dois corpos celestes, como asteroides, estrelas, luas ou planetas, aparentam estar mais próximos um do outro quando vistos da Terra. Esse fenômeno pode ocorrer durante o encontro direto entre esses objetos ou simplesmente pela passagem aparente um pelo outro.

Dois ou mais planetas podem parecer próximos no céu quando observados da Terra. Mas essa proximidade é apenas uma ilusão, pois, na realidade, eles estão separados por distâncias colossais no espaço. Por exemplo, na fase de lua nova, a Lua entra em conjunção com o Sol ao deslocar-se entre a Terra e a estrela central do Sistema Solar.

A conjunção planetária pode ocorrer de duas formas: por meio da “ascensão reta”, quando dois objetos estão alinhados verticalmente no céu visto da Terra, ou pela “longitude eclíptica”, quando ambos estão em uma linha imaginária que segue a trajetória do Sol ao longo do ano.

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