
Pesquisadores concluíram que os restos mortais encontrados em um pântano na Irlanda do Norte são de um homem que viveu na região há mais de dois mil anos. Após a descoberta do corpo, a polícia do país não conseguiu determinar se tratava de uma morte recente ou mais antiga. Os ossos então passaram por uma série de análises.
O que chamou a atenção dos pesquisadores é que, ao contrário de alguns outros vestígios antigos encontrados em pântanos, o esqueleto estava bem preservado, até mesmo com a presença de pele parcial, unhas e um rim.
A datação por radiocarbono revelou que a pessoa pode ter morrido entre 2.000 e 2.500 anos atrás. Esta é a primeira vez que a tecnologia é usada em um corpo encontrado em um pântano na Irlanda do Norte, de acordo com o comunicado de imprensa da polícia.
Por isso, arqueólogos consideram esta uma grande descoberta. Segundo uma equipe da Universidade da Rainha, esse “é o único corpo intacto da Idade do Ferro da Irlanda do Norte”.
O esqueleto será encaminhado para ficar exposto em um museu do país. Antes, no entanto, ele passará por novas análises. O objetivo dos cientistas é entender mais sobre a identidade da vítima e também sobre a história da região.
Alessandro Di Lorenzo é editor do Olhar Digital e formado em jornalismo pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).
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