
Os buracos negros são muito energéticos e essa energia pode ser extraída de diferentes formas. Agora em um novo estudo, pesquisadores investigaram como se daria a extração de energia rotacional em um objeto hipotético.
O calor e a energia cinética dos discos de acreção e dos jatos de um buraco negro com certeza poderiam ser convertidos em alguma forma de energia que fosse útil para nós. Mas ainda existe uma maneira, conhecida como processo de Penrose, que permitiria extrairmos muita energia desses objetos massivos.
Esse processo foi sugerido em 1971 por Roger Penrose e aponta que é possível extrair energia rotacional do buraco negro. O método utiliza um efeito conhecido como arrastar quadro, onde um corpo em rotação distorce o espaço-tempo de forma que se algum outro objeto caia em direção a ele, ele é levemente arrastado pelo caminho da rotação.
Esse efeito pode ser observado em qualquer objeto massivo, mas próximo a um buraco negro em rotação, ele muito mais perceptível. É tão forte que em uma região em torno do dele, conhecida como ergosfera, objetos podem ser arrastados a velocidades superiores a da luz.
No processo de Penrose, um pouco de massa ou radiação é levada até a ergosfera e liberada. O chute rotacional resultante afasta do buraco negro mais rápido do que aproximação aconteceu, e a anergia extra obtida é equilibrada pela desaceleração da rotação do objeto massivo.
Esse processo permite que até 20% de energia da massa do objeto seja extraída, o que é muito. No entanto, os físicos teóricos não estão satisfeitos. No novo artigo, os pesquisadores investigaram como mais energia pode ser extraída.
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