Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 5 de fevereiro de 2024 · 2 min de leitura ·

Técnica de impressão 3D oferece alternativa para testes em animais

Técnica de impressão 3D oferece alternativa para testes em animais

Empresas de cosméticos e farmacêuticas estão utilizando um método alemão conhecido como body-on-a-chip (corpo-em-um-chip, ou BoC, na sigla em inglês) – capaz de reconstituir tecidos artificiais em impressão 3D – como alternativa à testagem de produtos em animais.

Os tecidos são colocados em um aparelho que simula a corrente sanguínea utilizando uma solução de nutrientes e oxigênio. “Aplicamos o ingrediente que queremos testar sobre a pele reconstituída e avaliamos sua toxicidade, simulando o funcionamento do corpo humano”, explica a bióloga Juliana Lago, pesquisadora da área de avaliação pré-clínica da Natura, à Revista Pesquisa FAPESP.

As bioimpressoras utilizam uma solução que leva colágeno e diferentes tipos de células para criar estruturas tridimensionais. O conteúdo é despejado em placas e colocado em uma máquina que recebe informações de um computador sobre o tamanho e formato da construção dos tecidos.

Na startup 3D Biotechnology Solutions (3DBS), que ajudou a aprimorar a produção de tecidos de intestino, a bioimpressão é feita com células isoladas obtidas em cirurgias de fimose em crianças, como explica a bióloga Ana Luiza Millás, diretora de pesquisa da empresa: “As células descartadas da cirurgia em crianças produzem com rapidez o colágeno do tipo I, uma proteína da qual precisamos, por dar resistência e elasticidade à pele.”

Ana Julia Pilato é formada em Jornalismo pela Universidade São Judas (USJT). Já trabalhou como copywriter e social media. Tem dois gatos e adora filmes, séries, ciência e crochê.

Lucas Soares é editor de Ciência e Espaço no Olhar Digital e formado em Jornalismo pela Universidade Presbiteriana Mackenzie.

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