
A análise de fósseis de árvores antigas de uma região do Canadá chamada New Brunswick chamou a atenção de pesquisadores do Colby College, dos Estados Unidos. Eles relataram que a árvore de 350 milhões de anos é diferente de tudo o que já haviam visto até agora.
Os pesquisadores destacaram que a árvore viveu em um período de intensa competição entre diferentes grupos de plantas. Isso significa que a Sanfordia densifolia precisou lutar para conseguir obter luz solar e sobreviver.
O estudo descreve as folhas como “espirais fortemente comprimidas”, e os autores acreditam que o design excêntrico da árvore não seja um mero acaso. O objetivo era maximizar a quantidade de luz solar que as folhas capturavam para a fotossíntese.
A estatura mais baixa também sugere que a espécie pode ser um dos primeiros exemplos de árvores pequenas que crescem sob a copa das mais altas. Isso provavelmente também maximizou a intercepção de luz e reduziu a concorrência de recursos provenientes da cobertura do solo.
Dessa forma, a árvore antiga estava completamente adaptada na época e tentava crescer verticalmente o mais rápido possível, formando o que os especialistas chamam de dossel da mata. Os cientistas ainda descobriram, a partir do estudo da espécie, que a vegetação do Carbonífero era mais complexa do que se imaginava.
Os pesquisadores, no entanto, não informaram o que teria levado a Sanfordia densifolia a desaparecer.
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