
Duas figuras importantes de duas culturas diferentes podem ter sido a mesma pessoa. É isso o que sugere um novo estudo realizado por um pesquisador chinês e que apontou ligações entre Huangdi, mais conhecido como o Imperador Amarelo da China, e o Escorpião Rei do Antigo Egito.
Em um artigo ainda não revisado por pares, Guang Bao Liu argumenta que o governante egípcio conhecido como Escorpião I era a figura registrada como Imperador Amarelo nos documentos chineses.
O pesquisador baseia sua teoria em diversas evidências. Em primeiro lugar, diz-se que o Escorpião Rei teria unificado o Alto e o Baixo Egito ao derrotar um rei que usava um chapéu de touro.
Da mesma forma, os registros chineses afirmam que o Imperador Amarelo derrotou o Imperador Yan, que também usava um chapéu com cabeça de vaca, unificando as duas tribos de Yan e Huang no processo.
A cronologia também bate, uma vez que, segundo a lenda, o Escorpião Rei governou o Antigo Egito há cerca de 5,2 mil anos, praticamente o mesmo período em que Huangdi comandou a dinastia chinesa.
Por fim, existem algumas semelhanças entre os hieróglifos e a escrita chinesa. Guang Bao Liu destaca que o símbolo do escorpião encontrado na tumba de Escorpião I está ligado ao protótipo do personagem Huangdi, que significa “amarelo” em chinês. Além disso, muitos escorpiões encontrados no Vale do Nilo também são amarelos.
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