
Uma criança de apenas 12 anos de idade provou que o lendário “Raio da Morte”, projetado por Arquimedes, poderia realmente ter funcionado. O canadense Brenden Sener construiu uma réplica em versão reduzida da arma a partir do uso de espelhos côncavos e lâmpadas LED.
Segundo a experiência de Brenden, o conceito do “Raio da Morte” funciona de fato e poderia, inclusive, ter sido usado em batalha. O menino descobriu que, ao usar os refletores para focar uma fonte de calor de 50 watts em um pedaço de papelão, a temperatura do alvo poderia ser aumentada em 2°C com cada espelho adicional, até um total de três espelhos. Já a adição de um quarto espelho causou um salto de temperatura de 8°C.
Quando repetiu o experimento usando uma lâmpada de 100 watts, ele descobriu que a mudança de temperatura com cada espelho era de 4°C e poderia chegar a 10°C com o uso de um quarto espelho. “Com base em minhas descobertas experimentais, concordo com o grupo do MIT e acredito que, com uma fonte de calor forte o suficiente e espelhos maiores e múltiplos, todos focados em um ângulo perfeito, a combustão poderia ser possível”, escreve o jovem autor do estudo.
Em outras palavras, ele concluiu que as descrições históricas do uso do Raio da Morte são plausíveis. No entanto, não há nenhuma evidência arqueológica do uso de tal equipamento.
Por seus esforços, Sener foi premiado com a Medalha de Ouro da Feira Anual de Ciências Matthews Hall, a Medalha de Ouro da Feira de Ciências Físicas e Engenharia do Vale do Tâmisa e o Prêmio da Biblioteca Pública de Londres por Inspirar os Interesses das Crianças em Ciência e Tecnologia. As informações são do IFLScience.
Alessandro Di Lorenzo é editor do Olhar Digital e formado em jornalismo pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).
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