
Uma imagem capturada por astronautas revela um fenômeno raro no norte da Namíbia: o surgimento de lagoas com cores vibrantes nas bordas do Pan de Etosha, o maior deserto de sal da África. O cenário, que mistura tons de verde, vermelho e marrom, foi provocado por cheias recentes na região.
Conhecido como o “Lugar Grande e Branco”, o Pan de Etosha é uma vasta planície mineral de 4.730 km² Embora o local seja em sua maior parte seco e coberto por uma crosta de sal, chuvas intensas fizeram com que os rios Ekuma e Oshigambo transbordassem, preenchendo depressões que costumam ficar vazias.
O que mais chama a atenção na fotografia aérea é a paleta colorida das águas. Segundo o Earth Observatory da NASA, a variação de cores (que vai do verde esmeralda ao rosa e marrom) não é mágica, mas sim biologia:
A história geológica do local também surpreende. O Pan de Etosha formou-se há cerca de 10 milhões de anos e foi, por muito tempo, um lago de água doce.
Entretanto, há cerca de 16 mil anos, o movimento das placas tectônicas alterou o curso dos rios que o alimentavam, provocando seu fim. Assim, o que restou foi uma camada espessa de minerais que, sob o sol escaldante, cria as famosas estruturas hexagonais de sal.
Apesar da salinidade extrema do solo, a área ao redor é um santuário de vida selvagem protegido pelo Parque Nacional de Etosha.
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