Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 14 de fevereiro de 2024 · 2 min de leitura ·

Lagos congelados: como os animais sobrevivem a esses processos?

Lagos congelados: como os animais sobrevivem a esses processos?

Em locais muito frios, é comum que no inverno, os lagos adquiram uma camada de água congelada na sua superfície, fazendo com que a luz e o oxigênio deles acabem se tornando limitadas. Mas você já parou para pensar como os peixes e outros animais sobrevivem a esse fenômeno?

Felizmente, os organismos que vivem em lagos e ambientes próximos conseguiram desenvolver formas interessantes de sobreviver às baixas temperaturas. Os peixes, por exemplo, tem sangue-frio, ou seja, a temperatura corporal deles varia de acordo com o ambiente. Assim, no inverno, eles acabam por desacelerar o metabolismo.

Além disso, a camada congelada também acaba formando um isolante onde a água relativamente mais quente e densa afunda, e o gelo impede que haja troca de calor entre ela e o ar frio. Dessa forma, a região mais funda do lago, se torna um local ideal para os peixes se aconchegarem no inverno.

Também existem espécies, como koi e gobies, que possuem a capacidade de entrar em estado de dormência. Nesse período eles se fixam em sedimentos moles, reduzem o batimento cardíaco e não se movimentam muito, fazendo com que não precisem de tanta comida e oxigênio.

Quanto aos insetos que vivem nas proximidades, alguns deles possuem anticoagulantes em seu sangue. De acordo com IFLScience, essas substâncias são formadas de carboidratos que reduzem o ponto de congelamento dos fluidos corporais, dessa forma, a formação de cristais de gelo é impedida, e consequentemente é evitada a explosão das células do inseto, devido ao fato da água ocupar mais volume quando está congelada.

Já espécies como as larvas de libélula se adaptaram para deixar os cristais de gelo agirem. Elas produzem proteínas que controlam o processo de congelamento, impedindo que os cristais de gelo danifiquem suas células.

Compartilhe