
Um grupo internacional de pesquisadores pode ter acabado com a última esperança de encontrar vida extraterrestre no Sistema Solar. Segundo eles, a maior lua de Saturno, Titã, que abriga um oceano de água líquida subterrâneo, é inabitável.
Encontrar vida ou condições que a tornem possível nas luas do Sistema Solar é uma área de interesse para muitos cientistas e agências espaciais governamentais, como a NASA. Isso porque se acredita que muitos desses mundos abriguem oceanos de água líquida abaixo de suas superfícies. Em Titã, por exemplo, estima-se que a quantidade de água seja 12 vezes maior que o volume dos oceanos da Terra.
A vida como a conhecemos aqui na Terra precisa de água como solvente, por isso planetas e luas com muita água são de interesse quando se procura vida extraterrestre.
No novo estudo, publicado na revista Astrobiology, os pesquisadores usaram dados de crateras de impacto para avaliar a possibilidade de existir vida em Titã com base na quantidade de moléculas orgânicas que poderiam ser transferidas da superfície para o oceano subterrâneo.
Quando cometas colidem com a superfície rica em compostos orgânicos da lua Titã, ela acaba criando piscinas de água líquida que se misturam com o material orgânico da crosta. O derretimento causado pelo impacto acaba sendo mais denso que o gelo e afunda provavelmente até o oceano subterrâneo do satélite.
Assim, foram analisadas as taxas de impacto na lua para ser possível determinar quantos cometas de diferentes tamanhos atingiram a superfície de Titã por ano. Dessa forma, os pesquisadores puderam determinar quanto de matéria orgânica foi parar no oceano subterrâneo.
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