
Se um asteroide parecido com o que dizimou os dinossauros atingisse a Terra, o impacto ia gerar uma onda de choque milhões de vezes mais poderosa que uma bomba atômica, arrasando tudo que estiver pelo caminho e desencadeando fenômenos catastróficos, como tsunamis e terremotos.
A boa notícia é que hoje, milhões de anos mais tarde, a humanidade seria pelo menos alertada com antecedência. E, segundo a NASA, seria possível até evitar o pior.
O Escritório de Coordenação de Defesa Planetária da agência espacial tem justamente a tarefa de encontrar, rastrear e avaliar riscos associados a asteroides perigosos: “Queremos encontrar todos eles antes que nos encontrem”, disse Lindley Johnson, Executivo Líder do Programa do Gabinete de Coordenação de Defesa Planetária, ao Business Insider.
Para fazer isso, a NASA trabalha em parceria com uma força tarefa global de astrônomos, a Rede Internacional de Alerta de Asteróides (ou IAWN na sigla em inglês).
Se o asteroide se dirigisse para os EUA, por exemplo, a NASA notificaria a Casa Branca e o governo divulgaria uma declaração formal ao público. Se fosse grande o suficiente para representar uma ameaça internacional, a IAWN notificaria também o Escritório das Nações Unidas para Assuntos do Espaço Exterior.
Um asteroide é considerado “potencialmente perigoso” se tiver mais de 140 metros de diâmetro e cruzar a órbita da Terra a uma distância mínima de 0,5 unidades astronômicas (a metade da distância entre a Terra e o Sol).
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