Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 28 de fevereiro de 2024 · 2 min de leitura ·

James Webb: galáxias anãs podem mudar o que sabemos sobre o início do Universo

James Webb: galáxias anãs podem mudar o que sabemos sobre o início do Universo

O Telescópio Espacial James Webb (JWST, da sigla em inglês) foi usado junto a um efeito previsto por Albert Einstein há mais de 100 anos, possibilitando a descoberta de que pequenas galáxias no início de nosso Universo modelaram-no por completo quando este tinha menos de um bilhão de anos.

A equipe responsável pelo estudo encontrou essas galáxias, semelhantes às galáxias anãs existentes hoje em dia, que tiveram papel vital durante um estágio crucial na evolução cósmica que ocorreu entre 500 milhões e 900 milhões de anos após o Big Bang, informa o Space.com.

Tais galáxias pequenas também superavam em número outras galáxias no Universo infantil, de acordo com os pesquisadores, que acrescentaram ser provável que os reinos tenham fornecido boa parte da energia necessária para a reionização cósmica, que foi crítica para o crescimento e progressão do Universo.

Estamos realmente falando sobre a transformação global de todo o Universo. A principal surpresa é que estas galáxias pequenas e tênues tinham tanto poder que a sua radiação cumulativa poderia transformar todo o Universo.

Como os elétrons e prótons têm cargas elétricas iguais, mas opostas, os primeiros átomos eram eletricamente neutros, mas, logo, passariam por outra transformação.

Após 400 milhões de anos, as primeiras estrelas e galáxias foram formadas, ainda na era da reionização, na qual o hidrogênio neutro, elemento predominante no Universo, virou partículas carregadas. Tais partículas são os íons.

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