Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 7 de março de 2024 · 2 min de leitura ·

Cientistas se aproximam de antídoto universal para picadas de cobra

Cientistas se aproximam de antídoto universal para picadas de cobra

As cobras estão na lista dos animais mais temidos do mundo. O cinema já colocou o réptil no papel de vilão inúmeras vezes. São registrados milhares de acidentes todos os meses. A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que as serpentes peçonhentas matem entre 81 mil e 138 mil pessoas por ano, em média.

Apesar desses números expressivos, é preciso entender que as cobras não são más nem atacam humanos. Os acidentes estão relacionados, muitas vezes, à invasão do habitát natural delas. Sim, nós humanos é que estamos atrapalhando os bichinhos. Eles só reagem. E a maioria das cobras nem venenosas são.

É importante destacar também que a maioria das mortes ocorre pela falta de efetividade no tratamento das picadas. O soro antiofídico é feito a partir do veneno da própria espécie que te picou. Como muitas vítimas não sabem identificar as espécies, a pessoa chega no hospital e não recebe o antídoto adequado.

Essa limitação da Medicina, porém, pode acabar em breve. Um extenso grupo de cientistas avançou nos testes de um antiveneno universal para picadas de cobras.

Antes de falar sobre o antiveneno, é preciso explicar que as cobras peçonhentas possuem diferentes tipos de toxinas: as que atacam o sistema neurológico, as que atacam o nosso sangue e aqueles que destroem a pele e os ossos.

A nova pesquisa tratou apenas das neurotoxinas, que estão presentes em algumas das cobras mais mortíferas do mundo, incluindo a mamba negra africana, a cobra monóculo asiática e a cobra-rei.

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