Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 7 de março de 2024 · 2 min de leitura ·

James Webb detecta galáxia “morta” mais antiga do Universo

James Webb detecta galáxia "morta" mais antiga do Universo

Uma descoberta fascinante acaba de ser revelada pelo Telescópio Espacial James Webb (JWST), da NASA: a galáxia “morta” mais antiga já observada no Universo. Batizada de JADES-GS-z7-01-QU, ela desafia as explicações convencionais sobre o cosmos primitivo.

O que torna essa galáxia tão única é o fato de ter interrompido subitamente a formação de estrelas apenas 700 milhões de anos após o Big Bang. Nesse período cósmico inicial, muitas estrelas estavam surgindo em várias partes do Universo, alimentadas por uma abundância de gás e poeira. 

Relatada recentemente em um artigo na revista Nature, JADES-GS-z7-01-QU oferece aos astrônomos uma espiada nos mistérios fundamentais da evolução galáctica em um Universo primitivo.

Em um comunicado, o autor principal do estudo, Tobias Looser, pesquisador do Instituto Kavli de Cosmologia de Cambridge, no Reino Unido, comparou o Universo primitivo a um “bufê self service” para as galáxias, destacando a necessidade de um suprimento abundante de gás para o nascimento de novas estrelas. 

Surpreendentemente, as teorias atuais não conseguem explicar como JADES-GS-z7-01-QU não apenas se formou tão rapidamente, menos de um bilhão de anos após o surgimento do Universo, como também encerrou sua produção estelar de maneira tão abrupta.

Francesco D’Eugenio, um dos coautores do estudo, destacou que, normalmente, as galáxias começam a parar de formar estrelas muito mais tarde no desenvolvimento do Universo. 

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