
Um grupo de arqueólogos descobriu vasos de cerâmica pré-hispânicos na Guatemala que contém vestígios do uso de tabaco. Acredita-se que a substância tenha sido utilizada em infusões líquidas para induzir visões em rituais.
A descoberta publicada recentemente na revista Antiquity é uma evidência física do uso de tabaco pelos povos mesoamericanos. Anteriormente, a partir de relatos de colonos e outros estudos, já se sabia do uso de substância, mas ainda existiam poucas provas arqueológicas.
Sabíamos que o tabaco era uma substância muito importante empregada para uma variedade de fins rituais e terapêuticos na antiga Mesoamérica e em todo o Novo Mundo. No entanto, as evidências arqueológicas são escassas porque os restos de tabaco raramente são preservados bem.
No estudo, os arqueólogos utilizaram vasos de cerâmica encontrados entre os anos de 2006 e 2007, próximos à acrópole de El Baúl, em Cotzumalhuapa. As amostras analisadas foram raspadas no interior de sete vasos, onde três deles deram positivos para vestígios de tabaco.
Devido ao formato dos vasos altos e estreitos, semelhantes àqueles utilizados para armazenar líquidos. Isso indicou que ao invés da substância ter sido fumada ou cheirada, ela provavelmente foi consumida como uma infusão líquida.
É possível que o consumo do líquido tenha sido feito ao mesmo tempo que o tabaco era fumado e cheirado. Acredita-se que a mistura tenha sido utilizada em rituais narcóticos, onde a nicotina induzia sono profundo, visões e transes divinatórios, de acordo com os pesquisadores. Existem evidências de que os astecas e os povos indígenas do Caribe também utilizavam a nicotina em rituais.
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