
Sabe-se que o Universo está em expansão, no entanto, a taxa com que isso está acontecendo é mais acelerada do que as expectativas astronômicas, desafiando as compreensões iniciais e a evolução cósmica atual – um problema denominado “Tensão de Hubble”.
Utilizando o Telescópio Espacial Hubble, da NASA, junto a outros telescópios, cientistas identificaram consistentemente uma taxa de expansão que não se alinha com as previsões baseadas na missão Planck, da Agência Espacial Europeia (ESA).
Aí, surge a pergunta: estamos diante de uma nova física ou apenas enfrentamos desafios na precisão das medições com os métodos utilizados?
Ao longo de 30 anos, o Hubble tem monitorado a expansão do Universo, e agora, em parceria com o Telescópio Espacial James Webb (JWST), também da NASA, está reunindo medições definitivas. A intenção é dissipar qualquer incerteza sobre a precisão das observações, fortalecendo a hipótese de que algo diferente de erros de medição está influenciando a taxa de expansão.
“Com os erros de medição descartados, o que resta é a possibilidade real e emocionante de termos entendido mal o Universo”, disse Adam Riess, físico da Universidade Johns Hopkins, em Baltimore, nos EUA. Ele tem um Prêmio Nobel por codescobrir o fato de que a expansão do Universo está acelerando devido ao misterioso fenômeno agora conhecido como “energia escura“.
Em 2023, o JWST confirmou, em uma verificação cruzada, a precisão das medições do Hubble sobre a expansão do Universo. No entanto, alguns cientistas sugerem que possíveis erros invisíveis nas medições podem emergir à medida que exploramos mais profundamente o cosmos. Especula-se que o agrupamento estelar possa afetar as medições de brilho de estrelas mais distantes de maneira sistemática.
Entre para comentar.