
Conforme vem sendo noticiado pelo Olhar Digital, em abril, haverá um eclipse solar total – um dos eventos astronômicos mais espetaculares que existem. Na ocasião, o fenômeno poderá ser visto ao longo de uma faixa que abrange três estados do México, 15 dos EUA e quatro do Canadá, de acordo com a NASA.
Na imagem abaixo, vemos o chamado caminho da totalidade, onde a sombra umbral interna da Lua se moverá pela América do Norte. O trecho tem 185 km de extensão por 13 mil km de comprimento, nascendo e morrendo em áreas oceânicas. Conforme se pode observar, a porcentagem de visualização parcial do eclipse vai reduzindo conforme as faixas se distanciam.
Em ocasiões como o evento que se aproxima, alguns animais agem de formas diferentes, conforme observado durante eclipses solares anteriores. No último eclipse total nos EUA, em agosto de 2017, os pesquisadores ficaram de olho e não perderam a oportunidade de registrar e analisar cientificamente esses comportamentos.
Eles notaram que as abelhas, por exemplo, interromperam subitamente suas atividades habituais durante a totalidade do eclipse. Isso sugere que esses animais dependem fortemente de pistas ambientais, como a luz, para suas rotinas diárias.
Além disso, em zoológicos, diversas espécies apresentaram comportamentos fora do comum. No Riverbanks Zoo, no estado norte-americano da Carolina do Sul, gorilas e elefantes começaram a se recolher para seus recintos noturnos, enganados pela escuridão temporária. As tartarugas de Galápagos também surpreenderam ao se amontoarem e até mesmo acasalarem brevemente antes do eclipse total.
Os cientistas acreditam que esses comportamentos podem ser uma resposta à ansiedade causada pelo evento. Para entender melhor essas reações, diversos zoológicos planejam realizar observações durante o próximo eclipse, e a ciência cidadã também desempenhará um papel importante nessa empreitada.
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