Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 14 de março de 2024 · 1 min de leitura ·

O que um dedo de brinquedo, um papel de bala e uma sacola de mercado têm em comum?

O que um dedo de brinquedo, um papel de bala e uma sacola de mercado têm em comum?

O título é excêntrico mesmo – e não tinha como ser diferente. Como um daqueles dedos de borracha, daqueles de fantasia de bruxa no Halloween, chega até a barriga de uma tartaruga marinha no Mediterrâneo? Ninguém sabe, mas aconteceu.

É o que mostrou um estudo da Universidade de Exeter, na Inglaterra. Os cientistas monitoraram a situação de 135 animais dessa espécie que foram levados pela água ou acidentalmente apanhados em redes de pesca ao norte de Chipre, no leste do Mar Mediterrâneo.

As análises dos animais reveleram um resultado assustador: mais de 40% das tartarugas continham “macroplásticos”, ou seja, pedaços maiores que 5 milímetros, provenientes de diversas fontes.

Um total de 492 peças macroplásticas foram encontradas no corpo das tartarugas, incluindo 67 peças localizadas dentro de um único indivíduo. O objeto mais diferente foi esse dedo de bruxa.

O estudo, publicado na revista Marine Pollution Bulletin, demonstra como os plásticos que as pessoas jogam na rua ou na água, aparentemente inofensivos, podem entrar nos ambientes marinhos e impactar tragicamente a vida dentro deles.

Mas como uma tartaruga-marinha-comum comeu um plástico ou o dedo de bruxa? A principal autora do estudo responde:

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