
Um grupo de pesquisadores se perguntou como os padrões de respingos de sangue se formam em ambientes de microgravidade, e para descobrir eles pegaram um voo. O estudo forense, além de matar a curiosidade dos cientistas, também pode ser útil para, no futuro, ajudar na reconstrução e resolução de acidentes e crimes espaciais.
No estudo publicado na Forensic Science International: Reports, os pesquisadores encontraram muitas diferenças no comportamento dos respingos de sangue na Terra e no espaço. Com a falta de gravidade, a tensão superficial e a coesão das partículas de sangue aumentam, assim, ele acaba aderido às superfícies, até que uma força maior o desprenda.
Dentro da aplicação da formação de manchas de sangue, isso significa que as gotas de sangue exibem uma taxa de propagação mais lenta e, portanto, têm formas e tamanhos que não seriam refletidos na Terra.
Inicialmente, pensava-se que as incertezas dos cálculos diminuiriam em baixa gravidade. No entanto, a tensão superficial se amplificou tanto que deixou as coisas ainda mais imprecisas. A baixa gravidade levou a uma maior variação das estimativas.
No estudo “astroforense”, os cientistas realizaram o experimento a bordo de uma aeronave parabólica Boeing 727 modificada da empresa Zero Gravity Corporation. O veículo sobe e desce enquanto voa, proporcionado por um curto período, um ambiente de queda livre, e consequentemente microgravidade. Foi quando o experimento foi realizado.
Para simular o sangue, foi utilizado uma mistura, onde 40% dela era composto por glicerina e o restante por corante alimentar. O líquido possui a mesma densidade e viscosidade do sangue humano e quando liberado, cria manchas muito semelhantes.
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