
Conforme vem sendo noticiado pelo Olhar Digital, em abril, haverá um eclipse solar total – um dos eventos astronômicos mais espetaculares que existem. Na ocasião, o fenômeno poderá ser visto ao longo de uma faixa que abrange três estados do México, 15 dos EUA e quatro do Canadá, de acordo com a NASA.
Na imagem abaixo, vemos o chamado caminho da totalidade, onde a sombra umbral interna da Lua se moverá pela América do Norte. O trecho tem 185 km de extensão por 13 mil km de comprimento, nascendo e morrendo em áreas oceânicas. Conforme se pode observar, a porcentagem de visualização parcial do eclipse vai reduzindo conforme as faixas se distanciam.
Em eras passadas, os eclipses poderiam ser consideravelmente mais longos do que os da atualidade e, certamente, mais impressionantes. Isso foi há milhões de anos, quando a Lua estava mais próxima da Terra.
Naquela época, embora a Lua se movesse mais rapidamente em sua órbita, seu tamanho aparente maior permitia que ela bloqueasse o Sol mesmo quando não estava perfeitamente alinhada. Assim, nos tempos dos dinossauros, teriam ocorrido eclipses épicos, com duração muito superior aos que observamos hoje.
Infelizmente, não dispomos de registros precisos desses eventos antigos. Embora tenhamos modelos impressionantes dos movimentos dos corpos celestes, sua precisão diminui quanto mais nos afastamos no tempo. Consequentemente, não é possível determinar com exatidão as datas de eclipses particularmente prolongados ocorridos dezenas de milhares, ou até mesmo milhões, de anos atrás.
Portanto, qualquer tentativa de identificar recordes deve se restringir aos eventos documentados ou registrados de alguma forma. A medição mais precisa de um eclipse total ocorreu em 20 de junho de 1955, quando o Sol foi completamente obstruído por 7 minutos e 8 segundos. Esse eclipse foi visível do Sri Lanka e partes do Sudeste Asiático.
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