Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 18 de março de 2024 · 2 min de leitura ·

Não existe matéria escura e Universo é muito mais antigo, diz novo estudo polêmico

Não existe matéria escura e Universo é muito mais antigo, diz novo estudo polêmico

Uma recente descoberta feita pelo físico teórico Rajendra Gupta, da Universidade de Ottawa, no Canadá, desafia o conhecimento científico sobre a idade e a estrutura do Universo – colocando em dúvida a existência da matéria escura e duplicando a idade estimada do cosmos.

Gupta propôs uma teoria audaciosa que questiona a noção estabelecida de que o Universo tem cerca de 13,7 bilhões de anos. Em vez disso, ele sugere que pode ser muito mais antigo, com até 26,7 bilhões de anos. 

Essa teoria se baseia na análise de ondas sonoras fossilizadas presentes nos mapas de galáxias. Tais ondas sonoras, remanescentes dos primeiros momentos cósmicos, indicam, segundo Gupta, uma história muito mais longa para o Universo do que se pensava anteriormente.

Além de desafiar a idade do Universo, a teoria de Gupta também lança dúvidas sobre a existência de conceitos fundamentais como matéria escura e energia escura. Ele propõe que a expansão acelerada do Universo não seja causada pela energia escura, como se acredita, mas sim por forças naturais que se enfraquecem à medida que o cosmos se expande.

Embora ousada, essa ideia tem suas raízes em teorias anteriores. Ela remonta a uma proposição feita há quase um século pelo físico suíço Fritz Zwicky, que levantou a hipótese da “luz cansada”. Zwicky sugeriu que o deslocamento para o vermelho observado em objetos distantes poderia ser resultado da perda de energia ao longo do tempo.

Se a teoria de Gupta estiver correta, suas implicações serão profundas e abrangentes. Isso exigirá uma reavaliação completa de nossos modelos sobre a formação e a evolução das galáxias, bem como um novo olhar sobre como as forças fundamentais da natureza podem ter mudado ao longo da vasta história do Universo.

Compartilhe