
Apesar da perda de sinal, o terceiro voo da Starship no último dia 14 de março foi considerado um sucesso. Ao contrário dos dois lançamentos anteriores, em que o maior foguete do mundo voou por poucos minutos, dessa vez foi mais de uma hora de navegação no espaço. Com isso, a empresa de Elon Musk já se prepara para mais uma decolagem.
A SpaceX ainda analisa os dados do último voo e tenta entender o que aconteceu com os dois estágios do foguete durante a reentrada na Terra. Apesar disso, a diretora de operações da SpaceX, Gwynne Shotwell, disse durante a conferência Satellite 2024, em Washington, na terça-feira (19), que pretende voar em cerca de seis semanas, ou seja, no mês de maio.
Vamos descobrir o que aconteceu em ambos os estágios e voltar ao vôo, esperançosamente em cerca de seis semanas
Apesar das esperanças de Shotwell, um novo lançamento não depende apenas da SpaceX, que já tem a Starship 29 sendo preparada para voo. Para decolar mais uma vez, a empresa precisa de uma nova autorização da Administração Federal de Aviação dos EUA (FAA), que está investigando o último voo do dia 14.
No entanto, a SpaceX acredita que a investigação dessa vez será mais rápida, já que os problemas ocorreram na fase final do lançamento. O primeiro voo da Starship ocorreu em abril de 2023, o segundo em novembro do ano passado, um intervalo de sete meses. O terceiro e mais recente lançamento foi em março deste ano, cerca de 4 meses depois. Ou seja, seguindo essa lógica é de se esperar que o foguete decole novamente em um intervalo menor ainda.
O primeiro lançamento para um teste de voo suborbital aconteceu em 20 de abril de 2023. Na ocasião, o foguete de 120 metros de altura (o maior já construído pela humanidade), explodiu no céu cerca de quatro minutos após a decolagem.
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