Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 24 de março de 2024 · 2 min de leitura ·

Jato de plasma causa tempestade geomagnética extrema na Terra

Jato de plasma causa tempestade geomagnética extrema na Terra

Uma tempestade geomagnética extrema atingiu a Terra às 11h37 deste domingo (24). De classe G4, considerada severa, o evento foi causado por uma ejeção de massa coronal (CME) que rompeu a magnetosfera terrestre. Como resultado, auroras podem ser vistas em algumas partes do mundo. As informações são do SpaceWeather.

A tempestade chegou antes do previsto. Como noticiado pelo Olhar Digital, o evento é resultado de uma forte erupção solar dupla, gerada pelas manchas solares AR3614 e AR3615, e a previsão indicava que a Terra seria atingida nesta segunda-feira (25).

O momento da chegada da CME favorece os observadores de auroras na Ásia, Austrália e Nova Zelândia. Se a tempestade continuar por mais algumas horas, permitindo que a noite se desloque para oeste, os observadores do céu europeus também poderão ver as auroras.

Uma tempestade geomagnética nível G4 (em uma escala cujo ápice é G5) é considerada bastante extrema e entre as possíveis consequências estão interferências em sinais de rádio, aumento da força de arrasto de satélite e o surgimento de auroras. Até o momento apenas esse último efeito foi identificado. 

De acordo com a NASA, essas rajadas são explosões massivas do Sol que disparam partículas carregadas, principalmente elétrons e prótons, para fora da estrela em jatos de plasma (também chamados de “ejeção de massa coronal” – CME).

Os clarões (sinalizadores) são classificados em um sistema de letras pela Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos EUA (NOAA) – A, B, C, M e X – com base na intensidade dos raios-X que elas liberam, com cada nível tendo 10 vezes a intensidade do anterior.

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