
Pompeia é hoje um vasto sítio arqueológico capaz de revelar informações importantes sobre a era romana, muito além das relacionadas com a erupção do Vesúvio, em 79 d.C. Uma das descobertas mais recentes no local, por exemplo, diz respeito às técnicas de edificação usadas para construir estruturas históricas como o Coliseu e o Panteão.
O trabalho dos arqueólogos aponta que, durante a construção das paredes, a mistura de cal, pozolana e pedras ainda estava quente devido a uma reação térmica. Isso ajudava a secar mais rapidamente o concreto, encurtando o tempo de construção da estrutura.
Normalmente, a cal viva é apagada em água muito antes de ser usada na construção. Segundo os pesquisadores, essa técnica também demonstrou ser bastante duradoura, uma vez que as construções mais icônicas da Roma Antiga seguem de pé.
Gabriel Zuchtriegel, diretor do sítio de Pompeia, afirmou que a descoberta mais recente “nos ajuda a entender muitos aspectos do grande Império Romano, incluindo o uso do concreto”. “Sem concreto, não teríamos nem o Coliseu, nem o Panteão, nem os Banhos de Caracalla”, diz ele.
Também foram encontradas ânforas, jarros de armazenamento que eram utilizados para “apagar” a cal destinada ao reboco, bem como para armazenar outras ferramentas, entre os quais pesos de chumbo usados para erguer uma parede perfeitamente vertical e enxadas de ferro para preparar argamassa e cal de trabalho.
Alessandro Di Lorenzo é editor do Olhar Digital e formado em jornalismo pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).
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