
O que é mais romântico do que um passeio nas gôndolas que cruzam os canais de Veneza? Considerada uma das mais bonitas da Itália, a “cidade flutuante” recebe milhões de turistas anualmente, mas seu início não foi tão glamoroso assim: Veneza nasceu de uma situação inóspita, sobre lama e muitos troncos de árvores.
Esta é a décima primeira reportagem de uma série sobre megaprojetos ao redor do mundo, publicada todas às terças e quintas-feiras. O Olhar Digital já abordou o maior prédio do mundo, a arena iluminada de Las Vegas e o canal que uniu dois oceanos.
Localizada no norte da Itália, Veneza é um conjunto de 117 ilhas um pouco acima do nível do mar, ligadas entre si por canais e pontes. Um marco de engenharia e arquitetura no presente, a cidade nasceu da necessidade dos povos locais de se proteger dos invasores.
Construir uma cidade onde em tese seria impossível fazê-lo já seria uma loucura; mas construir uma das cidades mais elegantes do mundo em um lugar como esse é uma loucura colossalmente genial.
A construção, obviamente, não foi nada simples. Domar as águas não era o único desafio dos venezianos: eles também tiveram que enfrentar a lama do local.
De acordo com o site ArchDaily, os construtores tiveram que recorrer a uma técnica usada por antigos produtores de sal. O primeiro passo foi selecionar áreas em que a terra era mais seca e firme, e usar estacas de madeiras para delimitar quadrantes no solo. Isso permitia secar essas áreas através da escavação de canais para escoamento, criando as condições mínimas para o início das obras.
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