
Nesta semana que antecede o eclipse solar total de abril, as sondas Solar Orbiter, da Agência Espacial Europeia (ESA) em parceria com a NASA, e Parker Solar Probe, um projeto exclusivo da agência americana, estão em aproximação máxima do Sol ao mesmo tempo pela primeira vez.
Ambas as espaçonaves têm órbitas muito excêntricas, voando perto do Sol para uma visão aproximada e, em seguida, recuando para longe, para dar à instrumentação a bordo a chance de se recuperar do calor intenso e da radiação.
Durante essa aproximação do Sol (chamada de periélio), tanto a sonda Solar Orbiter quanto a Parker estão em ângulos retos uma da outra enquanto olham para o Sol. Daniel Müller, cientista do equipamento europeu, explica por que esse posicionamento é especial. “Neste momento, temos uma configuração única, em que a Solar Orbiter tem seu conjunto completo de instrumentos apontados para a região do Sol onde o vento solar é produzido, que estará na mira da Parker Solar Probe algumas horas depois”.
Como a Solar Orbiter está mais próxima do Sol, ela poderá observar a estrela com a mais alta resolução. A aproximação simultânea da Parker indica que pouco depois que as regiões de origem do vento solar forem fotografadas pela Solar Orbiter, o plasma desse material quase imaculado será amostrado no espaço por ela.
De acordo com um comunicado da ESA, isso permitirá que os cientistas entendam melhor a ligação entre o Sol e a heliosfera, a enorme bolha de plasma que ele sopra para o espaço.
No entanto, se durante a aproximação máxima a Solar Orbiter está a 45 milhões de km do Sol e a Parker Solar Probe a apenas 7,3 milhões de km de distância, como a primeira poderá observar algo que atingirá a segunda mais tarde?
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