
Homens com baixa frequência cardíaca têm mais chances de cometer crimes, segundo um estudo de 2015. Agora, uma nova pesquisa mostra que o mesmo acontece com mulheres. Elas têm maior probabilidade de serem condenadas por crimes não violentos.
A relação entre os batimentos do coração e a propensão das pessoas ao crime foi estabelecida por pesquisadores dos Estados Unidos, Suécia e Finlândia. O artigo com detalhes foi publicado no PLOS ONE.
Embora a frequência cardíaca baixa não signifique que alguém irá se tornar um criminoso, há uma associação entre menor atividade do sistema nervoso autônomo (que regula funções automáticas, como a frequência cardíaca) e uma maior propensão a buscar excitação e correr riscos diante da constante “calma” do coração.
Essa menor excitação que leva a comportamentos de risco é conhecida em homens, mas aparentemente não se limita a eles. As novas descobertas indicam que o cenário se repete em mulheres, ou seja, não se restringe ao gênero.
Estudos anteriores também mostraram que uma frequência cardíaca baixa está ligada a gostar de esportes radicais ou a trabalhos perigosos, como desarmar bombas.
Como a análise foi feita com dados de recrutas militares, os resultados da pesquisa podem não se aplicar a todas as mulheres. Uma comparação feita com informações de 1.714.152 não recrutadas mostra que as militares sofrem mais acidentes, no entanto, cometem menos crimes.
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