Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 3 de abril de 2024 · 2 min de leitura ·

Betelgeuse: 5 curiosidades sobre estrela que está prestes a virar uma supernova

Betelgeuse: 5 curiosidades sobre estrela que está prestes a virar uma supernova

A estrela supergigante vermelha Betelgeuse tem chamado a atenção dos cientistas e curiosos nos últimos anos, com muitas teorias sobre quando ela desaparecerá, e quais são os mistérios que a rodeiam. Essa estrela fica localizada na Constelação de Órion, e é uma das estrelas mais brilhantes do céu.

Em dezembro de 2023, Betelgeuse foi momentaneamente ocultada por um asteroide chamado 319 Leona durante 15 segundos, com 94% do brilho de Betelgeuse bloqueado; o fenômeno permitiu que cientistas estudassem a fotosfera da estrela. Para conhecer um pouco mais sobre ela, recolhemos aqui 5 fatos curiosos sobre Betelgeuse.

Os astrônomos estimaram que Betelgeuse possui entre 8 e 10 milhões de anos, o que pode parecer muito, mas para uma estrela, esse tempo é consideravelmente curto. Nosso Sol, por exemplo, já possui cerca de 4,5 bilhões de anos, e, segundo cálculos científicos, possui ainda 5 bilhões de anos pela frente.

Contudo, Betelgeuse possui cerca de 15 massas solares, e para estrelas tão massivas, o tempo de vida é geralmente bem menor do que o comum. Afinal, quanto maior a estrela, mais rápido seu combustível interior é queimado e, por tanto, menor é seu tempo de vida.

Sendo assim, a estrela vermelha pode desaparecer com aproximadamente 10 milhões de anos após sua formação, e se hoje Betelgeuse possui entre 8 e 10 milhões de anos, de acordo com a ciência, ela está prestes a explodir em uma supernova, motivo pelo qual a gigante vermelha está sendo observada com tanta atenção nesses últimos anos.

Mas, vale lembrar que seu fim pode ocorrer tanto daqui a algumas décadas, como daqui a 100 mil anos, já que, para as estrelas, alguns milênios não são nada. Também é importante salientar que Betelgeuse está a 642,5 anos-luz do nosso planeta, então, se ela chegar ao seu fim hoje, a civilização só irá presenciar o fenômeno daqui a seis séculos.

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