
Pesquisadores estão desenvolvendo uma técnica que usa uma luz síncrotron especial de raios-X para digitalizar de forma não destrutiva gravações de fitas de áudio históricas de alto valor – entre elas, um material raro do “Rei do Blues”, B.B. King.
Embora as fitas tenham desaparecido quase completamente do mercado, quantidades significativas desses meios magnéticos analógicos ainda estão armazenados nos arquivos de estúdios de som, estações de rádio e TV, museus e coleções particulares em todo o mundo.
Digitalizar esse conteúdo é um desafio contínuo, bem como uma corrida contra o tempo, à medida que as fitas se degradam e, eventualmente, se tornam irreproduzíveis.
Sebastian Gliga, físico especialista em nanomagnetismo, e sua equipe do Instituto Paul Scherrer (PSI), na Suíça, estão desenvolvendo um método para digitalizar fitas de áudio degradadas de forma não destrutiva na mais alta qualidade usando luz de raios-X.
Para atingir esse objetivo, eles têm colaborado com o Arquivo Nacional de Som da Suíça, que produziu gravações de referência personalizadas e forneceu know-how de engenharia de áudio. Agora, uma parceria com o Projeto Digital de Jazz de Montreux ajudará a desenvolver e testar ainda mais o método.
“Com a luz de raios X de um síncrotron, podemos reconstruir até mesmo fragmentos de fita muito danificados sem sequer tocá-los”, disse Gliga em um comunicado do PSI.
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