
Um estudo publicado na revista Nature há pouco menos de um mês descreveu uma descoberta importante no interior da Paraíba: pinturas rupestres lado a lado com pegadas de dinossauros de até 145 milhões de anos. Os achados aconteceram no Sítio do Serrote do Letreiro, em Sousa (PB), região já conhecida por seus registros arqueológicos.
A pesquisa chama a atenção para algo importante: como as pinturas foram feitas ao redor das pegadas, propositalmente cuidando para não danificá-las. Em alguns casos, as artes parecem ter, inclusive, imitado os fósseis.
Ao Olhar Digital, a paleontóloga Aline Ghilardi, uma das quatro participantes do estudo, explicou como essa relação entre as pegadas e as pinturas diz mais sobre o passado do Brasil do que parece.
Antes de tudo, vale lembrar que, apesar do estudo unir as duas áreas de conhecimento, arqueologia e paleontologia têm focos diferentes.
Como Ghilardi explicou, a arqueologia estuda as populações humanas do passado e a sua cultura. Por outro lado, a paleontologia estuda a vida no passado do planeta, o que inclui fósseis de dinossauros e até mesmo da linhagem humana.
Com isso estabelecido, o estudo destaca a relação entre as pegadas de fósseis nas paredes do sítio e os registros rupestres.
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