
No início de 2024, a NASA adiou o lançamento da Artemis 2, inicialmente previsto para esse ano, para 2025. Um dos motivos do atraso é porque as investigações do escudo térmico da cápsula Orion, enviada na primeira missão do programa, ainda não terminaram.
O escudo térmico da Orion é constituído por um material ablativo, chamado Avcoat, que foi utilizado durante as missões do programa Apollo. A diferença é que na Artemis, ele foi produzido usando uma técnica mais rápida e barata.
Segundo a Space.com, antes 300 mil células organizadas como favo de mel eram preenchidas com material ablativo uma a uma por trabalhadores, depois o material era curado por calor e usinado no formato adequado. Agora, segundo a Lockheed Martin, responsável pelo escudo da Orion, os blocos são produzidos em uma fábrica, são pré-usinados para caberem em suas posições e depois colados no revestimento de fibra de carbono do escudo térmico.
As investigações realizadas no escudo depois dele voltar para a Terra revelaram que o material carbonizado foi removido de forma não prevista pelas modelagens de computador e os testes de solo. Além disso, mais desse material foi liberado durante a reentrada do que o previsto.
Assim, a NASA tem projetado e executado diversos testes para entender porque esses problemas ocorreram. A primeira fase de investigações começou no verão do hemisfério norte de 2023 e terminou em dezembro do mesmo ano. Durante esse período diversos testes de simulação térmica foram realizados em agências e instalações externas.
Essas investigações forneceram informações que permitiram demonstrar margens térmicas aceitáveis para a missão Artemis 2, na qual seu escudo ablativo terá que enfrentar cerca de 2760 graus Celsius durante sua reentrada.
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