Julia Monteiro
Julia Monteiro
Ciência e Espaço · 30 de abril de 2024 · 2 min de leitura ·

Antártica está mudando e os pesquisadores estão preocupados

Antártica está mudando e os pesquisadores estão preocupados

Desde 2016 a Antartica está se comportando de uma forma estranha, o que tem preocupado os pesquisadores quanto ao futuro do nosso planeta. Com um maior desaparecimento do gelo a cada verão, os cientistas se perguntam se algum dia tudo voltará ao normal.

Até então, o gelo marinho antártico atingia a mínima durante os verões no continente, e no inverno o máximo. No entanto, em 2016, a plataforma de gelo marinho atingiu seu mínimo recorde e quando se esperava que o gelo se recuperaria, durante seis meses ele continuou atingindo mínimos recordes. Em julho, quando deveria estar em seu máximo, faltava ao continente uma área de gelo maior que a Europa Ocidental.

Segundo o LiveScience, depois disso, durante dois verões na Antártica, o gelo continuou batendo recordes mínimos, como, o último em fevereiro de 2023, quando a plataforma de gelo marinho ficou com apenas 1,91 milhão de quilômetros quadrados. Em 2024, o mínimo também quase foi recorde no mesmo mês.

A não recuperação da plataforma de gelo pode afetar o mundo todo, isso porque o gelo marinho desempenha diversos papeis, como um batimento cardíaco do oceano.

Quando a queda drástica na Antártica aconteceu em 2016, pensou-se inicialmente que esse poderia ser um evento casual, mas agora, quase 8 depois, acredita-se que a tendência de perda de gelo continue. Uma das principais causas é o chamado feedback de albedo da superfície, onde a água derretida e mais escura retém mais radiação, aquecendo a região.

Ainda não se sabe se o declínio do gelo marinho antártico atingiu um ponto de inflexão irreversível, mas sabe-se que a perda poderá trazer ainda mais consequências se não for reduzida ou controlada. A solução é cortar as emissões de CO₂.

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